Entre congressos internacionais e universidades: como a Solution fortalece a engenharia geotécnica
- Vítor Pereira Faro
- 23 de jun.
- 4 min de leitura

A engenharia geotécnica avança por meio de dois movimentos que se complementam: o debate técnico qualificado entre especialistas e a transmissão prática desse conhecimento para as próximas gerações de profissionais. Quando uma empresa consegue estar presente nos dois, algo importante acontece.
Como reflexo dessa mentalidade, a Solution IPD marcou presença recentemente em dois espaços de grande referência para o setor. Primeiramente, esteve no 19º Congresso Nacional de Geotecnia, realizado em Vila Real, Portugal, sob a organização da Sociedade Portuguesa de Geotecnia (SPG) em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
Posteriormente, o segundo momento envolveu a participação em um workshop promovido pelo Diretório Acadêmico de Engenharia do Paraná da UFPR (DAEP), em Curitiba, com foco direcionado às experiências práticas da engenharia geotécnica aplicada.
Esses dois movimentos não representam meras coincidências na agenda institucional. Pelo contrário, eles integram uma postura bem definida, que visa fortalecer os laços entre mercado, academia e inovação. Afinal, participar ativamente desses espaços significa contribuir para o desenvolvimento global do setor, além de trazer para a rotina interna perspectivas ricas que só se originam no diálogo real entre quem pesquisa, quem ensina e quem executa no canteiro de obras.
Congresso Nacional de Geotecnia: conexões e troca técnica em cenário internacional
O 19º Congresso Nacional de Geotecnia reuniu-se em Vila Real ao propósito de debater os principais desafios e tendências da engenharia geotécnica contemporânea. O tema central do evento, Desafios e Inovação da Geotecnia, sintetiza bem o espírito do encontro: a geotecnia como campo em constante evolução, pressionado por demandas cada vez mais complexas de infraestrutura, meio ambiente e gestão de riscos.
Como reflexo dessa busca por atualização, o Eng. Vítor Pereira Faro, CEO da Solution IPD e professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Construção Civil da UFPR, esteve no congresso. Na oportunidade, ele participou ativamente da Sessão Embaixadores SPG, um espaço voltado especificamente à articulação entre a comunidade geotécnica portuguesa e os profissionais ou organizações internacionais com atuação no setor.
A presença nessa sessão específica reflete o posicionamento que a Solution busca consolidar: o de uma empresa que dialoga com os centros de produção de conhecimento técnico avançado, e não apenas com o mercado imediato.
Dessa forma, ao acompanhar os debates de um congresso internacional, a equipe amplia seu repertório técnico e permite identificar tendências que ainda chegarão ao mercado brasileiro.
Novas metodologias de análise, tecnologias de monitoramento, abordagens para geotecnia em solos complexos e discussões sobre normalização técnica são temas que circulam nesses espaços antes de se tornarem prática corrente nas obras. Sendo assim, estar presente nessas conversas é uma forma de antecipar movimentos e preparar respostas mais qualificadas para os desafios do setor.
Engenharia geotécnica aplicada: aproximando teoria, campo e tomada de decisão
O congresso em Portugal representou o olhar para fora, sendo o espaço do debate técnico de alto nível, da troca com pares internacionais. Enquanto isso, o workshop na UFPR representou o olhar para dentro: para a formação dos profissionais que constroem o futuro da área no Brasil.
O evento foi promovido pelo DAEP, o Diretório Acadêmico de Engenharia do Paraná, e reuniu estudantes e profissionais em torno de experiências reais da engenharia geotécnica. Os palestrantes convidados pela Solution foram Amanda Fetzer Visintin, João Paulo Santos Silva e Tainá Silva Sá Britto, que possuem uma trajetória profissional construída na interseção entre fundamentos técnicos e aplicação prática.
Workshop na UFPR.

O foco das apresentações esteve nas situações reais que a engenharia geotécnica apresenta no dia a dia. Ou seja, decisões técnicas tomadas sob pressão, desafios encontrados em obra que nenhum manual descreve com precisão, e a forma como a experiência de campo molda o raciocínio do profissional. Esse tipo de conteúdo é exatamente o que mais falta nos ambientes acadêmicos tradicionais. Além disso, é o que conecta o estudante à realidade da profissão.
A aproximação entre formação acadêmica e realidade operacional vai além de um detalhe pedagógico. Profissionais que saem da universidade com referências práticas tomam decisões com mais segurança. Identificam riscos com mais clareza e se adaptam melhor às condições variáveis de campo. Portanto, para a Solution, contribuir com essa formação é também uma forma de investir na qualidade do setor como um todo.
O papel da conexão entre academia e mercado
A inovação em engenharia raramente nasce de um único lugar. Ela emerge do encontro entre quem pesquisa os fundamentos, quem executa os projetos e quem enfrenta os problemas reais que nem a teoria nem a prática isoladas conseguem resolver. Congressos e workshops são os espaços onde esse encontro acontece de forma estruturada e produtiva.
Em outras palavras, quando um especialista de mercado entra em uma sala de aula ou sobe ao palco de um evento acadêmico, ele não apenas transmite informação técnica. Ele mostra aos estudantes que a engenharia geotécnica tem textura, tem incerteza, tem decisões que dependem de julgamento formado pela experiência. Quando um pesquisador apresenta em um congresso, ele coloca em circulação conhecimento que pode transformar a forma como o mercado aborda determinado problema.
É nesse contexto que a Solution IPD atua justamente nessa ponte. A empresa desenvolve soluções de instrumentação e monitoramento que precisam responder tanto às exigências técnicas do campo quanto às necessidades conceituais de quem projeta e analisa. Esse posicionamento exige estar em contato permanente com os dois lados: o das obras e o do conhecimento que as fundamenta.
Entendemos que o desenvolvimento técnico do setor não acontece sozinho. Sobretudo, depende de empresas, pesquisadores, professores e estudantes que se movimentam juntos, compartilhando e reconhecendo no conhecimento do outro uma ferramenta para o avanço coletivo.
Sendo assim, para os desafios da engenharia geotécnica moderna, não basta ter boa tecnologia. É preciso ter profundidade técnica, conexões qualificadas e disposição para construir conhecimento junto com quem também está comprometido com o avanço da área.
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