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Monitoramento ambiental: Custo ou investimento?

  • Foto do escritor: Vítor Pereira Faro
    Vítor Pereira Faro
  • 17 de jun.
  • 5 min de leitura
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Monitoramento ambiental.


Nos últimos anos, a pauta climática deixou de ser um tema restrito a ativistas e ambientalistas. Ela se tornou uma questão estratégica para empresas que desejam manter suas operações, proteger seus ativos e garantir a continuidade dos negócios. A intensificação dos eventos climáticos extremos, como enchentes, deslizamentos e temporais, está provocando impactos diretos no setor produtivo, e obrigando as empresas a reverem seus modelos de gestão de riscos.


Neste cenário, o monitoramento ambiental passa a ser não apenas uma medida de responsabilidade socioambiental, mas uma ferramenta crítica de tomada de decisão operacional e financeira. Empresas inovadoras, aquelas que buscam competitividade sustentável, estão investindo em tecnologias capazes de prever e mitigar riscos relacionados ao clima e ao meio ambiente.



O custo invisível dos desastres climáticos


Eventos climáticos extremos de caráter hidrológico, como chuvas torrenciais e enchentes, geraram um prejuízo de R$ 45,9 bilhões para o Brasil entre os anos de 2020 e 2023, segundo pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Do valor total, R$ 41,2 bilhões são de perdas do setor privado e R$ 4,7 bilhões do público. Os danos vão muito além das perdas físicas e envolvem:


  • Interrupção da cadeia de suprimentos;

  • Paralisação da produção por dias ou semanas;

  • Danos a equipamentos, estruturas e estoques;

  • Aumento de custos com manutenção emergencial;

  • Atrasos em obras e cronogramas;

  • Comprometimento da imagem institucional da marca.

Empresas com plantas fabris em áreas sujeitas a alagamentos, por exemplo, podem perder milhões em horas de produção paradas. Em setores como a construção civil, onde o cronograma é fator crítico de sucesso, um deslizamento ou temporal pode inviabilizar contratos inteiros.


Segundo o Banco Mundial, cada dólar investido em prevenção pode representar uma economia de até sete dólares em ações corretivas. Isso explica por que as empresas mais inovadoras estão migrando de um modelo reativo para um modelo proativo de gestão ambiental.



A imprevisibilidade climática como risco estratégico


Não se trata mais de perguntar “se” um desastre natural pode acontecer, mas “quando”. E, principalmente, onde e com que impacto. A imprevisibilidade climática, agravada pelas mudanças globais no regime de chuvas e temperatura, representa um risco estratégico que precisa ser monitorado constantemente.


Um relatório do Fórum Econômico Mundial de 2024 colocou os riscos climáticos entre os cinco maiores desafios globais para os próximos 10 anos, ao lado de crises econômicas e ciberataques. Nesse contexto, empresas que dependem de fatores ambientais (como energia, recursos hídricos, estabilidade do solo ou clima favorável para operar) precisam antecipar eventos extremos e se preparar para eles.


É aqui que entra o monitoramento ambiental inteligente.



Por que empresas inovadoras estão investindo em tecnologia climática


Organizações inovadoras, especialmente aquelas com áreas de PD&I, mineração, construção, infraestrutura ou logística, já identificaram o monitoramento ambiental como um investimento estratégico. Setores como:


  • Energia elétrica, que precisam prever temporais e proteger linhas de transmissão;

  • Mineração, que dependem da estabilidade de barragens e encostas;

  • Infraestrutura e logística, que enfrentam riscos de alagamentos, deslizamentos e bloqueios em rodovias;

  • Construção civil, onde o solo precisa estar estável para garantir a segurança de obras.

… estão liderando os investimentos em plataformas inteligentes capazes de monitorar os riscos de desastres naturais.


Essas empresas entenderam que inovação também é prevenção. Ter dados atualizados e ferramentas de análise em tempo real permite que as equipes técnicas antecipem riscos, ajustem estratégias e protejam investimentos antes que o problema aconteça.



A importância do monitoramento em tempo real


Monitorar o ambiente não é mais uma tarefa periódica ou reativa. A tecnologia atual permite monitoramento ambiental em tempo real, com sensores conectados, inteligência artificial e análises preditivas.


É o caso da coleta de dados pluviométricos, ou seja, do volume de chuvas em determinada região. Esse tipo de dado, quando analisado em tempo real e em conjunto com a geologia do solo, permite identificar o risco de deslizamentos, alagamentos ou erosões.


Como já disse o cientista de dados norte-americano W. Edwards Deming:

“Sem dados, você é apenas mais uma pessoa com opinião.”


Decisões estratégicas exigem dados atualizados e contextualizados. É por isso que as empresas estão buscando sistemas que não apenas coletem dados, mas que também os transformem em informação útil e acionável. Essa é a chave para um modelo de gestão ambiental moderno.



A plataforma PLUVIA como aliada da tomada de decisão baseada em evidências


Uma das inovações mais relevantes nesse cenário é a Plataforma PLUVIA, desenvolvida pela Solution, empresa especializada em tecnologia para monitoramento ambiental e infraestrutura.


A PLUVIA é um sistema inteligente capaz de prever e gerar alertas sobre deslizamentos, representando uma inovação sem precedentes no mercado internacional.


Como a PLUVIA funciona?


A plataforma PLUVIA integra diferentes fontes de dados para criar um modelo preditivo de risco. Seu funcionamento envolve:


  • Instrumentação adequada: Pluviógrafos captam os volumes de chuva em tempo real;

  • Entendimento dos fenômenos Geológico-Geotécnicos: Análise da geologia do solo, incluindo inclinação, tipo e alterações provocadas por obras. Estudo do histórico de chuvas e deslizamentos na região monitorada;

  • Inteligência de dados através de técnicas de Inteligência Artificial: Geração de um mapa de risco dinâmico, que apontam a localização e as consequências potenciais de um deslizamento.


Com essas informações, o sistema consegue calcular o nível de suscetibilidade de uma determinada área e, caso o risco seja elevado, emite um alerta automático para autoridades e gestores. 


Esse tipo de monitoramento não apenas evita perdas, como dá às empresas tempo para se preparar: realocar equipes, proteger ativos, replanejar operações e informar comunidades próximas.



PLUVIA: mais segurança para rodovias, empreendimentos e população


A PLUVIA pode ser aplicada em diferentes contextos:


  • Concessionárias de rodovias, ferrovias e dutovias, que enfrentam riscos constantes de quedas de barreiras;

  • Empreendimentos imobiliários, que precisam garantir a segurança de seus terrenos e obras;

  • Operações industriais e logísticas, que dependem de acesso contínuo a estradas e trilhos;

  • Órgãos de poder público, que desejam adotar políticas públicas preventivas para a polulação em áreas de risco.

Além disso, ao fornecer dados em tempo real e mapas de risco personalizados, a PLUVIA se torna uma ferramenta poderosa para embasar decisões, gerar relatórios técnicos e cumprir requisitos legais e ambientais.



Conclusão


O monitoramento ambiental não é mais opcional, é uma necessidade estratégica para empresas que desejam manter sua competitividade em um cenário climático cada vez mais imprevisível.


Empresas inovadoras já perceberam isso. Elas estão investindo em tecnologia climática, dados atualizados e inteligência preditiva, não apenas para reduzir perdas, mas para construir operações mais resilientes, eficientes e sustentáveis.


A Plataforma PLUVIA, com sua capacidade de prever deslizamentos e alertar riscos com antecedência, representa o que há de mais moderno nesse novo paradigma de gestão. Afinal, prevenir sempre será mais inteligente, e mais econômico, do que remediar.


Quer saber mais sobre como a PLUVIA pode ajudar sua empresa? Acesse o site da Solution e fale conosco!


 
 
 

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