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Solution marca presença no evento Gestão de Riscos da IEP: o que a engenharia contemporânea revela sobre a prevenção de deslizamentos de terra

  • Foto do escritor: Vítor Pereira Faro
    Vítor Pereira Faro
  • há 11 minutos
  • 5 min de leitura
Evento Gestão de Riscos da IEP.
Evento Gestão de Riscos da IEP.

A prevenção de deslizamentos de terra é um dos desafios mais urgentes da engenharia brasileira. Até 2030, segundo o AdaptaBrasil, um terço das cidades brasileiras terá alto risco de deslizamentos de terra, onde hoje há 1.041 municípios com risco alto ou muito alto, e em poucos anos esse número chegará a 1.800 se nenhuma medida for tomada. Ou seja, trazer esse assunto para a pauta de destaque é extremamente importante para prevenção e segurança de pessoas e cidades.


Por isso, em março de 2026, a Solution esteve presente no evento Gestão de Riscos, promovido pelo Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), em um encontro que reuniu especialistas para discutir os caminhos técnicos e tecnológicos necessários para enfrentar esse problema. O encontro evidenciou que lidar com deslizamentos exige muito mais do que boas intenções: exige dados, modelos robustos e ferramentas capazes de antecipar o que os olhos ainda não enxergam.


O contexto do evento: Solution e IEP no debate sobre gestão de riscos


O Instituto de Engenharia do Paraná é uma das entidades técnicas mais relevantes do sul do Brasil. O evento Gestão de Riscos reuniu profissionais de engenharia, pesquisadores e gestores públicos para debater, na prática, como a tecnologia e a estratégia se integram na redução de impactos.


A Solution participou ativamente desse debate com a presença do Eng. Vítor Pereira Faro, D.Sc., CEO da empresa e professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Construção Civil da UFPR, como um dos palestrantes do evento. Vítor trouxe uma visão técnica aprofundada sobre o tema, conectando a complexidade geológica e meteorológica dos deslizamentos às soluções que a engenharia contemporânea já disponibiliza para enfrentá-los.


Os deslizamentos de terra no Brasil: uma frequência e força que precisa de mais atenção


A frequência e a intensidade dos deslizamentos de terra no Brasil têm aumentado de forma significativa nas últimas décadas. Eventos como os de Blumenau e Gaspar em 2008, Rio de Janeiro em 2011, Petrópolis em 2022 e Rio das Antas em 2024 deixaram claro que o país convive com um risco recorrente e crescente. Só no Rio Grande do Sul, durante a calamidade de maio de 2024, foram registrados mais de 15 mil movimentos de massa em uma única região. E mais recentemente, em março de 2026, também houve mais um evento em Juiz de Fora (MG) e outro deslizamento em Serra Negra (SP), causando soterramento e feridos.


Portanto, não se trata apenas de fenômenos naturais isolados. Os deslizamentos configuram um problema multidisciplinar que exige novas estratégias de prevenção. A combinação entre urbanização em áreas de risco, mudanças climáticas e ausência de monitoramento adequado transforma eventos previsíveis em tragédias evitáveis.


Complexidade geológica e meteorológica: por que prever deslizamentos é tão difícil?


Durante sua apresentação, Vítor destacou que a previsão de deslizamentos enfrenta uma complexidade que muitos subestimam. Prever um deslizamento não significa prever a chuva. Significa entender como aquela chuva específica vai interagir com aquele solo específico, naquele relevo específico, considerando todas as incertezas envolvidas.


Essa complexidade se manifesta em pelo menos duas dimensões. A primeira é geológica e geotécnica: envolve a geomorfologia do terreno, o modelo geológico da área, o comportamento geotécnico do solo e as estruturas de contenção existentes. A segunda é meteorológica: os modelos climáticos carregam incertezas inerentes que se amplificam quando aplicados a terrenos heterogêneos.


Por isso, qualquer abordagem baseada apenas no histórico de eventos ou na percepção empírica do terreno se torna insuficiente. O nível de variabilidade envolvido exige ferramentas capazes de processar múltiplas variáveis simultaneamente e de atualizar o cenário de risco em tempo real.


Determinístico ou probabilístico: qual abordagem serve melhor à gestão de riscos?


Vítor apresentou no evento uma distinção fundamental para entender como a engenharia moderna aborda a prevenção de deslizamentos: a diferença entre os modelos determinístico e probabilístico.


Na abordagem determinística, os parâmetros e carregamentos são tratados como constantes, e o modelo produz um resultado único. Essa abordagem recorre ao fator de segurança e a análises de sensibilidade para lidar com as incertezas, mas não as quantifica de forma realista. O resultado único não captura a variabilidade real do terreno.


Já na abordagem probabilística, os parâmetros são tratados como variáveis com diferentes distribuições estatísticas. O modelo considera as relações entre essas variáveis e produz, como resultado, uma distribuição de probabilidade. Isso permite avaliar não apenas se o terreno é seguro, mas o quanto ele é seguro sob diferentes condições e com que grau de confiança.


Segundo Vítor, o futuro da gestão de riscos geotécnicos está na abordagem probabilística, apoiada por dados massivos e inteligência artificial. Essa combinação permite construir modelos mais realistas, que respondem à variabilidade do mundo real e orientam decisões com muito mais precisão.


Como a tecnologia viabiliza uma prevenção de deslizamentos de terra mais eficaz


A palestra de Vítor também apresentou uma cadeia completa de ação preventiva, que começa na coleta e termina na decisão. Essa cadeia envolve etapas interdependentes que, juntas, formam a base de qualquer sistema robusto de monitoramento e prevenção.


A aquisição de dados parte de fontes diversas: investigação geológica e geotécnica, mapas geológicos, modelos digitais do terreno, instrumentação geotécnica e monitoramento meteorológico. Esses dados alimentam sistemas de gerenciamento que os armazenam, processam e analisam em tempo real por meio de modelos de previsão. O resultado chega ao gestor na forma de dashboards, alertas e mapas de risco atualizados continuamente.


A inteligência de dados ocupa o centro desse processo. Técnicas de inteligência artificial, como as redes neurais recorrentes profundas, permitem identificar padrões de comportamento do terreno que seriam invisíveis a qualquer análise manual. Assim, o monitoramento deixa de ser reativo e passa a ser preditivo, o que muda fundamentalmente o tempo de resposta disponível para agir.


É exatamente nesse ponto que a Pluvia entra como solução prática, derivada diretamente dessa visão técnica.


A plataforma Pluvia na previsão de deslizamentos de terra: do dado à decisão


As mudanças nas condições do terreno durante períodos de chuva podem ocorrer em questão de horas. Um cenário estável pode se transformar em risco elevado antes que qualquer sinal visual se manifeste. O fator decisivo na prevenção de deslizamentos, portanto, é o tempo de resposta, e a Pluvia existe para comprimir esse intervalo ao máximo.


A plataforma integra dados de pluviógrafos, imagens de satélite, limiares pluviométricos e previsão meteorológica para gerar mapas de suscetibilidade atualizados em tempo real. Esses mapas refletem tanto as condições de base do terreno quanto as mudanças provocadas pelos eventos de chuva, permitindo visualizar como o risco evolui hora a hora.


Além de coletar e exibir dados, a Pluvia os interpreta. A plataforma cruza variáveis meteorológicas com a caracterização geológica e geotécnica da área monitorada, aplica modelos de previsão e emite alertas automáticos quando os limiares de risco são atingidos. Dessa forma, o gestor recebe não apenas uma informação, mas uma orientação para agir antes que o deslizamento ocorra.


O resultado prático é a redução de perdas humanas, materiais e ambientais. A Pluvia transforma a previsão de deslizamentos em uma ação sistemática e baseada em evidências, substituindo a reação pela antecipação.


É isso o que a engenharia contemporânea revela sobre a prevenção de deslizamentos


A discussão trazida pelo evento Gestão de Riscos evidenciou que o futuro da prevenção de deslizamentos está na integração entre engenharia, dados e tecnologia. Os insights apresentados pelo Vítor reforçam que compreender a variabilidade do terreno, as incertezas meteorológicas e o comportamento do clima exige modelos mais contemporâneos, capazes de antecipar riscos e oferecer cenários mais realistas do que qualquer análise tradicional permitiria.


A Solution não esteve no evento apenas como convidada, mas como uma empresa que trabalha diariamente com as questões debatidas naquele palco. Atuando, por exemplo, com o desenvolvimento de instrumentação, modelos e plataformas que colocam a engenharia geotécnica a serviço da segurança de pessoas e estruturas.


Se a sua operação enfrenta riscos associados a encostas, taludes ou áreas de alta suscetibilidade, entre em contato com a equipe da Solution e conheça como o Pluvia pode transformar a gestão de riscos da sua empresa.



 
 
 

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